quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Este conto foi criado especialmente para uma oficina de produção de texto do qual estou participando.


Contos de Natal – 
A bicicleta

        Vivia pensando e como seria legal o dia que eu encontrasse Papai Noel. Isto porque meu pais faziam questão de incentivar esta fantasia, eu tinha então uns seis ou setes anos e morava em um município do Rio de janeiro, bem distante de onde eu vivo agora. Mas voltando ao dia de Natal, isto é, A véspera de Natal. Neste dia nos preparávamos para tudo, sapatinho na janela, cartinhas para o bom velhinho...mas aquele ano tudo ia ser muito mágico. Eu deveria ganhar uma bicicleta.
        Minha mãe o dia inteiro na cozinha e meu pai resolvendo outros assuntos e eu muito curiosa queria saber por onde aquela figura bonachona iria chegar. Foi um dos natais mais inesquecíveis da minha vida. Ia dormir cedo por dois motivos: chegar o dia seguinte, pois só recebíamos o presente na manhã do dia 25 e o segundo motivo, o mais sério, era que mamãe  não admitia que comêssemos nada antes da meia note – ó dilema!!!!!
        E o dia amanheceu e lá estava ela, vermelha, uma “monareta” (sem rodinhas), me apaixonei na hora. E naquele dia mesmo queria aprendera andar, mas eu só tinha seis anos. E papai foi me ensinar e eu aprendi. Você que está lendo este relato, deve pensar impossível, não, relato o que vivi. E digo mais, aquela bicicleta foi minha companheira por muitos anos em minha vida. Hoje, vejo crianças ganhando “tabletes”, “ celulares”, “ lapitopes”, em uma euforia enloquecedora...onde foi parar a infância, onde foi parar o Natal. Se o encontrarem me avisem.
                                                                              ( Sandra Vitezi – Rj 24/12/2013)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

E ela chegou chegando.
A chuva veio cheinha de cheiro suave.
cheia de chuviscos grossos
de vento e muito trovão.
Chovendo e chorando
Eu vou cheirando o cheiro suave.
Cheia de charme ela chiaaaaaaaaa
E a cheia de lixo no chão
Em poucos instantes fica cheia de gente e bicho
Cheirando a sujeira que a chuva

Deixou na estrada, nas ruas, nos rios e no valão.
Chove, chuva, chove...
Mas não permita que a enxurrada
destrua tanta paixão.
A mãe que pega o filho na escola
O carteiro que bate em meu portão,
O lixeiro que limpa com capricho,
O pai que ganha o seu "pão".
(Sandra Vitezi Ramiro - 10/12/2013 -às 16:38
)